sábado, 26 de maio de 2012

     O que a gente não faz por dinheiro...
     Bem... o que a gente não faz pra não ter que trabalhar rsrs...
     Já vou avisando que não sou prostituta, mas estou vendendo meu corpo pra ganhar dinheiro.
     O idiota da história é o dono de um curtume. Um velho gordo, baixinho e nojento. Conheci a peça quando fui trabalhar de faxineira pra ele.
     Não sou uma mulher bonita, mas tenho meus atrativos. Fui iniciada muito cedo, mas fui muito bem ensinada. E como isso é o que prende um homem numa mulher, lá me veio o velho...

     A primeira noite que eu tive com ele foi hilária. Tanto que eu nem sei se foram as minhas gargalhadas ou a falta de viagra que o velho broxou.
     Ele puxou um colchãozinho de solteiro debaixo da mesa do escritório dele e lá mesmo comecei a trabalhar.
     Aquela coisa subiu em cima de mim e começou a tirar a minha roupa. Tentou tirar minha calcinha e o sutiã nos dentes, mas a dentadura não deixou. Ele puxava o tecido segurando o queixo para firmar a dita cuja. Foi aí que eu comecei a rir.
     Ele desabotoou o que sobrava dos botões da camisa ensebada que ele sempre veste. Tirou a bermuda samba-canção. E a cueca com o elástico amarrado?
     Quando ele subiu de novo em cima de mim, senti algo roçar a minha perna. Fui tocar pra ver o que era, e senti uma coisinha pequena e gordinha embaixo daquela pança flácida.
     Senti aquilo meio que enrijecer na minha mão.
     - Põe no buraquinho pra mim, põe... - eu não me aguentei e ri de novo. Ri? Não, gargalhei.
     Tentei colocar aquela coisinha no "buraquinho", mas percebi que era pequena demais para chegar até lá, mas achei que fosse por causa da dobra da pancinha...
     De repente, aquilo foi amolecendo, amolecendo, amolecendo...
     Ele tentou penetrar mesmo assim. E tentou. E tentou. E tentou de novo.
     - Desculpe, benzinho, tô tão nervoso por possuir isso - apontando para o meu corpo - , que não consigo entrar dentro de você. Adoraria te dar o meu prazer, mas não vai ser dessa vez que vai sentir o gostoso dentro de você...
     Aí não me aguentei mesmo. Ele com aquela cara tentando parecer sexy, aquela língua verde lambendo os lábios, falando daquela coisinha flácida como se fosse o pau do ano! Catei minha roupa, gargalhando, e saí nua pela fábrica.



Um lugar meio apertado, eu sei, mas nas nossas atuais possibilidades, era o que se poderia fazer de melhor... Foi neste local que tivemos nossas melhores e piores horas em quase três anos de relacionamento.
Fazia tanto tempo que não tínhamos um momento daqueles, tipo, inesquecíveis. que nem liguei em deitar naquele colchão de solteiro jogado ao chão.
Estávamos assistindo um filme qualquer – claro, minha memória para assuntos específicos está ficando cada vez mais devagar... -. Eu já tinha pegado no sono e acordado algumas vezes. Filme bom ou ruim eu sempre durmo no primeiro ou no segundo.
Acordada, de costas para ele, senti suas mãos me abraçarem, se soltarem e passearem pelas minhas costas. Senti sua respiração próxima, seus lábios no meu pescoço, passando pela minha orelha. Suas mãos passando pela minha cintura, indo até minha coxa, até a minha barriga.
Eu virei...
Começamos a nos beijar, ele pra variar, querendo me beijar de um jeito rápido, mas consegui impor o meu ritmo, bem lento. Mordendo seus lábios, sugando-os, lambendo-os. Minha mão passando pelas suas costas, subindo até seus ombros, seu pescoço, seus cabelos...
Ele me fez virar e sentou nas minhas pernas. Tirou sua camiseta, me fez sentar também desabotoou meu sutiã, tirou minha camiseta. Beijou por entre meus seios, pegou um entre suas mãos e começou a beijar e chupar.
Fez-me deitar e tirou a minha calça junto com a calcinha. Beijou a minha barriga e foi subindo com beijos e mordiscadas. Beijou-me novamente. Nossas mãos descobrindo nossos corpos.
Pegou as minhas pernas e colocou em seus ombros. Lentamente me penetrou. Nossos olhos fixos um nos outros enquanto nossos corpos em sintonia se moviam.
Perguntei a ele se queria trocar de posição; ele me respondeu que sim. Fiquei de quatro, esperando que ele viesse para mim. Quando o colocou dentro de mim, agarrou minhas coxas com os dedos firmemente. Senti suas unhas firmando em mim, suas mãos me puxando para trás cada vez mais forte. Meu deliro era somente daquela sensação de posse que os seus dedos cravados na minha coxa e da força cada vez mais penetrante enquanto ele me puxava para trás, me forçando a aumentar cada vez mais a minha velocidade.
Eu não conseguia sentir mais nada além dos movimentos e da sensação indescritível que eu tinha. Cada vez mais rápido e mais forte. Sua respiração ficando mais forte, me puxando cada vez mais rápido. Até que... beijou minhas costas.
.Eu virei e nos beijamos. Sem nenhuma palavra, nos deitamos, agora eu o abraçando.
A tarde estava radiante...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

     Eu quero me perder nos seus braços, me afogar nos seus beijos, me unir e me transformar em você.
     Quebre as barreiras que nos separam. Um empecilho que pode ser aberto. uma promessa que pode ser quebrada. Um lugar que pode ser mudado.
     Me deixa tocar seu corpo. Me deixa te abraçar. Tocar seu rosto. Beijar essa boca que tanto amo. Me pressiona junto a ti. Me diz que sou sua.
     Me deixa destruir o que nos esconde. Deixa eu extravasar toda a minha vontade em você. Sou escrava do teu corpo, senhora do teu desejo.
     Me deixa unir a você. Sermos uníssonos em nossa vontade. Me deixa eu te levar até onde você nunca foi.
     Me deixa ser tua somente uma vez.
     Seja meu só dessa vez.